domingo, 30 de junho de 2013

No meu tempo

Sou do tempo em que todo mundo tinha apelido na escola e que ninguém considerava isso bullying. Sou do tempo em que se respeitavam os professores, os pais, os mais velhos. Sou do tempo em que educação começava em casa e não na escola. Sou do tempo em que ter inveja da garota mais bonita da escola não passava disso, e que ser diferente era só mais um motivo para ser amado por uns e detestado por outros. Sou do tempo em que as crianças não usavam drogas, não falavam de sexo como se fossem adultos e não cometiam violência contra professores e colegas. Sou do tempo em que pais corrigiam efetivamente seus filhos e sabiam ser justos com eles. Sou do tempo em que crianças sabiam ser crianças, pois brincavam e se divertiam à moda antiga. Sou do tempo em que ser adolescente era horrível mas tinha momentos ótimos como o primeiro beijo, o primeiro namoradinho e a primeira paixão correspondida, e o melhor de tudo, poder contar para as suas amigas e passar a noite toda em claro falando disso. Sou do tempo em que gordos, magros, ricos, pobres, negros e brancos interagiam entre si e que mesmo não se gostando não se agrediam. Posso parecer antiquada, mas esse tempo não existe mais. É muito triste ver como tudo mudou num espaço de tempo tão curto, como que os valores se despedaçaram, porque hoje vemos adolescentes matando uns aos outros por inveja, alunos espancando professores, filhos matando seus pais, e pais que concordam com tudo que os filhos decidem fazer, delegando sua responsabilidade de educar para a escola. Pais que praticam a educação permissiva, por medo de dizer não, criam filhos completamente sem limites, em minha família há vários exemplos destes, pais que vão sofrer muito no futuro pois filhos sem limites aprenderão da forma mais dura a ter limites, na vida. 

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