sábado, 26 de julho de 2014

Sobre as escolhas que fazemos

Ah, essa vida é uma faca de muitos gumes, vivemos para escolher um caminho e viver com a tristeza de não ter escolhido outros mil. Como saber qual seria o melhor? Impossível. Algumas vezes é questão de princípios, de gosto, de esperança, de mérito, todos queremos ser felizes, todos buscamos ser felizes. Ainda assim quando achamos que vamos ser felizes com a escolha que fizemos, ficamos ressentidos pensando como tudo poderia ter sido se insistíssemos mais ou tivéssemos escolhido outro caminho.
Sinceramente não acredito em livre arbítrio, a ciência tem provado que nossas decisões já estão tomadas antes mesmo das perguntas e as dúvidas surgirem, se pensarmos bem muitas vezes somos levados a aceitar determinadas situações por puro comodismo, mesmo que muitas vezes elas já estejam bem claras na nossa mente. Não acredito em livre arbítrio mas acredito em destino, acredito que todos estamos destinados a viver cada coisa pelas quais passamos, seja alegria ou sofrimento, seja aprisionamento ou redenção, a vida nos faz percorrer caminhos que muitas vezes não entendemos. Pior ainda é quando se perde toda a lógica, já li em algum lugar que o cérebro é a maior máquina do universo, ele funciona o tempo todo, controla tudo que fazemos e pensamos até nos apaixonarmos, aí nessa hora não há nenhuma lógica que possa explicar. E assim como Arnaldo Jabour disse se os bonzinhos, com bom saldo no banco e nome limpo no SPC fossem os tipos ideiais haveria filas de mulheres atrás deles, o que não é a realidade. Ainda assim considero os lobos em pele de cordeiro os piores, aqueles que são bonitinhos, vem devagar, que falam baixo, parecem tímidos, parecem se importar, até que então quando finalmente nos conquistam não perdem uma só oportunidade de apontar nossos erros, de nos humilhar, ofender, além de serem pão duros e ainda se consideram bons caras, bons partidos e dizem que não mentem. Pra mim fingir ser o que não é não passa de mentira. Prefiro as pessoas que não fingem, que falam o que pensam, desde o início, que não fingem que se importam, que gostam, senão se importarem nem gostarem, que não são carentes, que não fingem nos amar para nos levar para cama, sendo que no fundo nunca nos amaram. Usar ou ser usado é uma escolha, sempre vai haver alguém que queria a mesma coisa que nós, que queira sexo casual, que queira apenas se divertir, difícil é viver se enganando achando que vive um relacionamento que ninguém viu, que ninguém vê, que só existe há quilômetros de distância ou entre quatro paredes. Merecemos mais que isso, todas nós, merecemos quem no mínimo tenha a decência de dizer que não quer namorar, que quer só se divertir, aí sim temos a opção de ficar ou partir. Que sejamos norteadas pela razão e não pela paixão, porque a paixão e a carência nos fazem ver beleza e amor aonde eles não existem. Nos fazem ver perfeição e humanidade aonde jamais estiveram. Então cuidado, coração também se engana.

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