quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Don't stop believing

Eis que um dia crescemos e amadurecemos, ainda assim há um longo caminho a percorrer em direção à maturidade. Mesmo assim chega o dia que conseguimos ver com frieza e de forma imparcial o que foi que deu realmente errado em nossos relacionamentos passados. E sobre isso concluo: por que é que simplesmente não caímos fora quando vimos que não dava certo? Acredite, isso acontece algumas vezes depois de seis meses ou no máximo depois de um ano de relacionamento. Já foi comprovado que a paixão dura de seis meses a um ano e nessa fase tudo é mesmo uma grande empolgação, nessa fase ainda sentimos as borboletas no estômago, a ansiedade de que logo chegue o dia de reencontrar a pessoa amada. Depois de um tempo passei a questionar se o que vem depois da paixão é amor mesmo, ou puramente comodismo, costume, letargia. Eis que concluí que amor de verdade, o amor incondicional que tanto almejamos quando estamos com alguém só existe nos nossos relacionamentos com família e amigos. Aquele amor que tudo aceita, que não julga, que simplesmente aceita as pessoas como elas são e as escolhas que elas fazem para si mesmas. No dia que conseguirmos sentir isso por alguém que não seja de nosso círculo familiar ou de amizade, aí então teremos encontrado o amor verdadeiro. Pois bem, acredito que o tenha encontrado. Acredito que meu melhor amigo seja o meu grande amor, a pessoa mais incrível que já conheci, e que me conhece há 10 anos, numa época em que eu era muito diferente. E o que sinto por ele é algo que nunca senti antes, não é um amor possessivo, egoísta, ciumento, obsessivo, pedante, não é um amor por um objeto, é um amor por uma pessoa que está sempre querendo o melhor da vida, que não cria expectativas, uma pessoa que viveu muito, como eu, que teve relacionamentos desastrosos e que acredita assim como eu que o passado é uma roupa que não nos serve mais.  E sim, meu amigo é um homem de verdade, um cara inteligente, íntegro, que jamais fingiu ser o que não é, que jamais fingiu se importar quando não se importava, que jamais escondeu o que sentia. E ele tem só 32 anos, e me buscou no trabalho no primeiro encontro, se preocupou com meu horário de dormir, porque sabia que eu trabalhava no dia seguinte e me levou em casa. Um cara que no terceiro encontro me levou na casa dele, um cara que simplesmente vê o melhor de mim e que tem o melhor de mim, pois me faz tão bem que merece todo o melhor que eu puder dar a ele. Um cara que me entende, que em vários aspectos, sentimentais, familiares, políticos, pensa como eu, um cara que como eu sabe o valor do trabalho duro, que trabalha desde os 16 anos, que sempre comprou tudo com o dinheiro do próprio esforço, inclusive seu carro e paga seus excessos. Um cara incrível mesmo, que dá muito valor à família, à mãe, à avó, aos sobrinhos. Um cara que definitivamente não se preocupa com o que eu fiz ou deixei de fazer, com quem eu fui ou deixei de ser, um cara que só se preocupa com quem eu sou agora. Um cara que adora a minha companhia, que topa qualquer programa que eu propor, que ri das minhas piadas infames e que tem o gosto parecido com o meu para quase tudo, um cara que nunca tem tempo ruim ou horário cedo ou tarde demais. Ainda não sei se ele é "o cara" da minha vida, mas senão for é um forte candidato, pois tem qualidades como ser humano que eu admiro muito que são a humildade, a gratidão, a bondade e o bom humor, além de muitas outras, é claro. Durante muito tempo achei que jamais seria feliz novamente, enxergava tudo com maus olhos, tudo com medo e com grande tristeza, não via luz do fim do túnel. Mas depois que eu comecei a me tratar com um psiquiatra que passou a chamar a minha atenção e me ajudou a olhar dentro de mim o quanto eu estava fazendo mal a mim mesma e aos outros, eu percebi que precisava me amar mais para decidir o que eu realmente queria. Então fui diagnosticada com TAG, que logo falarei em outro post. Depois de resolvidas estas questões, depois que eu aprendi a desapegar e a perdoar os outros e principalmente a mim mesma, tudo na minha vida mudou.  Foi só quando voltei para o meu mais profundo interior, quando me redescobri como pessoa, como mulher, como filha, como amiga, nos vários papéis que desempenho diariamente foi que finalmente os planos de Deus começaram a dar certo para mim. E de repente todos os caras errados sumiram do meu caminho e então os certos, os legais, os caras de verdade passaram a cruzar o meu caminho. E foi então que eu percebi que sim, Deus tem mesmo um grande plano para nós, que tudo que vivemos é simples aprendizado, para vencer as lutas de amanhã, para nos preparar dia a dia para o que está por vir, para testar nossa perseverança, nossa fé no futuro, nas pessoas e acima de tudo em nós mesmos. E sim, ele espera por todos nós de braços abertos independente do que tenhamos feito, pois se ele que é perfeito, nos olha assim, ninguém tem direito de nos olhar diferente disse o Padre Fabio de Melo.

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