quarta-feira, 22 de abril de 2015

O que tenho aprendido com os bebês

  Não tem jeito, bebês sempre despertam nosso lado maternal, a vontade de abraçar, de apertar, de cheirar é tanta que dá vontade de não devolvê-los mais para suas mães, mas aí eles começam a chorar e logo não consigo dar jeito neles, então devolvo, afinal não sou a mãe de nenhum deles.
Fabinho nasceu em outubro de 2014, é meu afilhado, filho de uma grande amiga e vizinha e tenho a sorte de conviver com ele constantemente. Fabinho já se mostrou genioso, hoje com quase 5 meses completos, ele me ensina todo dia alguma coisa, o que gosta, o que não gosta, o que o faz chorar, o que o deixa triste. Dependendo do tom de voz que se usa ele fecha a cara e faz bico, em outros momentos, se brincamos de morder, de segurar ele bem alto e dançarmos com ele, ele se derrete, ri muito e faz a carinha mais dengosa e linda do mundo. O que eu aprendi com ele é que não devemos julgar as pessoas pelo que elas dizem, às vezes a verdade está por trás das palavras. Ele entende algo que muitas vezes quando adultos deixamos de entender, a forma como reagimos, nossa expressão facial, corporal e nossa entonação diz muito mais para ele na idade em que está. Muitas vezes belas palavras podem esconder hipocrisia e maldade. Então não acreditemos em tudo que ouvimos, pois muitas vezes aquele que se diz seu amigo é o primeiro a te apunhalar pelas costas quando tem oportunidade.  
  Mariazinha é minha sobrinha, nascida em setembro de 2014, uma boneca, e não é porque é minha sobrinha, mas há muito tempo não conheço uma menina tão linda. Mariazinha não estranha ninguém, vai com todo mundo, não reclama, gosta de ficar em pé, basta carregar um pouco que ela logo se acostuma e dorme mesmo em pé, simplesmente uma fofura mesmo. O que eu aprendi com ela: não leve a vida muito a sério, não se meta em brigas que não pode ganhar, não estresse por coisas que não valem a pena. Mas quando for pra brigar que seja por algo realmente importante. Na vida estressamos com milhares de coisas, desde o cachorro que bagunça tudo, até o motorista do ônibus que vai devagar ou os barbeiros do trânsito que nos atrasam. Aí fico pensando: por quê? Simplesmente são coisas que não vão mudar, então não adianta estressar. Levo muito a sério um provérbio chinês que diz que se um problema tem solução então não precisa se preocupar, senão tem então não adianta se preocupar. É a mais pura verdade. Mariazinha vai viver muito, ela já é assim com 6 meses de idade, imagina quando tiver a minha idade, viverá mais que nós todos. 
  Ester Carolina, que tem o segundo nome em minha homenagem nasceu em dezembro de 2011, está com 3 anos e é a garotinha mais desapegada que conheço, e é minha afilhada. Ela chega lá em casa, despede da mãe, pergunta o que pode o que não pode é extremamente educada, agradece, diz por favor, obrigada, uma fofa mesmo. O que tenho aprendido com ela: a vida é passageira, tudo passa muito depressa, então é melhor aproveitarmos bem cada momento, fazer valer a pena tudo que vivemos, todos os alegres momentos que passo com ela são sempre muito divertidos e claro, preciso tirar muitas fotos para comemorar. Ester é desapegada da vida, não chora, não reclama, se diverte com tudo, não mexe nas coisas, e pergunta se pode, acho gracinha demais. 
  Os bebês e as crianças crescem rápido demais, aproveitemos todos esses momentos únicos ao lado deles, pois a maior parte da vida eles serão adultos. E é tão divertido quando são crianças, as descobertas, as manias, a diversão de estar com eles não tem preço. 

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