terça-feira, 26 de maio de 2015

O que tenho aprendido com meus novos amigos

O primeiro é o Marco, um velho amigo que reencontrei quase 10 anos depois de ter trabalhado com ele. Um cara realmente de verdade. Um cara que me fez voltar a ver a pessoa incrível que sou, ele sempre me elogia, mas não exagera. Um cara que topa qualquer programa, desde o cinema num shopping super longe, até uma tarde no clube e uma boa costela no Outback, um cara pra quem todo dia é como se fosse domingo, um cara que acorda agradecendo por mais um dia para poder fazer o bem. Um dos caras mais admiráveis que já conheci, um cara que sempre me leva e busca em casa, um cara que está sempre a disposição, que nunca escondeu gostar da condição de ser solteiro convicto, um cara que luta todos os dias para ser o melhor tio, o melhor filho e o melhor amigo de todos. Um cara que sempre se oferece para me ajudar, um cara que sem pensar duas vezes se ofereceu para me fazer companhia no hospital quando fui recentemente visitar a emergência com dor nos rins. Um cara que realmente é uma pessoa admirável, um cara que no segundo encontro me levou na casa dele, que dormiu comigo na mesma cama e nem tentou me beijar. E no primeiro encontro me buscou, me levou em casa, não me deixou gastar nada. Não é atoa que fiquei muito encantada, é um gentleman, não se encontra tipos assim em qualquer esquina muito menos em qualquer apps da internet. Tem que procurar muito mesmo.
O que eu aprendo com ele todos os dias: que devemos reclamar menos da vida, e agradecer mais, que devemos querer sempre mais, mas com o esforço do nosso trabalho, uma pessoa que me ensina a me policiar ao julgar os outros, a me colocar no meu lugar de mera humana, que erra muito e que precisa melhorar todos os dias, sou grata todos os dias por tê-lo reencontrado.

O segundo é o Leandro, o engenheiro com uma filha de 10 anos. Leandro é um gentleman também, no primeiro encontro me levou para almoçar e nossa, ele é muito alto, tem 1,95 eu acho, 32 anos, negro-gato. Divertido, inteligente, fala pouco, ri de todas as minhas histórias e se diverte na minha companhia. Não me deixou pagar o almoço no primeiro encontro, achei uma graça. No segundo fui encontrar com ele num bar em que estava com os amigos, me apresentou a todos eles, não queria que eu ficasse sozinha lá, pois ele mora perto e ia em casa dar uma arrumada. Depois que o encontrei, me apresentou a todos os seus amigos, que foram super legais comigo e alguns deles tem histórias ótimas para contar de viagens, de costumes internacionais, o papo é sempre muito bom. Porém um amigo dele queria levá-lo a um bar novo no novo point de BH, a Alberto Cintra. Fomos a um bar descolado e eu achei gracinha que ele não largava da minha mão, me beijava e rimos muito das histórias engraçadíssimas desse amigo dele. Depois ele insistiu que eu bebesse um drink enquanto eles bebiam cervas, ambos meiaram a conta e ele novamente não me deixou pagar nada. No terceiro encontro ele me levou à sua casa, uma casa linda, enorme, me recebeu como um gentleman e me levou em casa mais tarde. Realmente admirável, tenho que confessar, há muito tempo achava que os gentlemen não mais existiam mas eu estava errada. No quarto encontro ele me buscou em casa no seu Ecosport para passarmos a tarde de domingo juntos.
O que eu aprendo com ele sempre: leve a vida da forma mais leve e tranquila que puder, não estresse por pouco, viva um dia de cada vez, e viva-o intensamente, pois não sabemos o dia de amanhã. Faça dos momentos ruins bons momentos e aproveite-os como se fossem os últimos.

O terceiro é o Leonardo, 2,03m, ex-jogador profissional de basquete, 30 anos, dois filhos, dois carros. Um cara enorme de tão alto, e que tem a mente de uma criança, no primeiro encontro ameacei que se ele mudasse o caminho para me levar em casa em 10 cm eu gritaria e faria ele bater o carro, banquei a louca para não correr risco e nisso ele passou a me achar a mulher mais marrenta que já conheceu. Nosso primeiro encontro foi ele me buscar no trabalho, e eu tive que dar um beijinho de despedida. No segundo encontro me fez esperar porque ele trabalha até 23h, mas valeu a pena, ele é uma graça mesmo. Neste dia que nos encontramos, ele disse que seus amigos queriam conhecer quem era a loirinha marrenta que o tirou do bar. Desde então sou a loirinha mais marrenta de todos os tempos. No terceiro encontro fui ao apartamento duplex que ele mora no bairro Cruzeiro, e eu fiquei surpresa ao ver que ele estava vendo DVD's de Rebelde, muito divertido. Peguei uma chuva danada e ele foi logo me mandando tomar banho quente para não gripar.
O que eu tenho aprendido com ele: siga seus instintos, seja sempre você mesmo em tudo que fizer e não tenha medo, arrisque-se, você pode ser surpresas bastante positivas

O quarto é o Túlio, meu colega de trabalho que passei a ver com outros olhos, desde o dia em que fiquei sem companhia para ir a um casamento. Eu o chamei para ter companhia naquele dia, na mesma semana ele terminou com a namorada e foi comigo. E bem, nos divertimos muito e ele não tentou nada, achei uma graça. Depois disso, uma amiga do trabalho andou dizendo a ele que ele tinha chance comigo, e eis que o cara ficou animado com a ideia. E eu também, engraçado isso, você trabalhar anos com uma pessoa e passar a vê-la de maneira completamente diferente. Eis que conversa vai, conversa vem e de repente me vi beijando o cara num dia que ele me deu carona e nossa, me impressionou, fiquei realmente tentada. Depois do beijo percebi que precisava investir para ver até onde vai, porque quando rola uma química louca é melhor insistir, porque não é sempre que acontece. Então estivemos ensaiando sair algumas vezes embora deu errado várias vezes. Mas ainda estou na espera de ter algo mais. Mas o que tenho aprendido com ele: seja paciente, os tímidos são devagar, mas pode valer muito a pena. Não falo isso só para relacionamentos, mas devemos ser pacientes com tudo na vida. Porque o que tiver de ser será. Ele é realmente um cara admirável, 26 anos, estudante de engenharia, tem carro e sítio que comprou com o dinheiro do próprio trabalho além de ser um gentleman que me leva em casa, que paga a conta.
O que eu tenho aprendido com ele: seja verdadeiro e digno em tudo que fizer, seja correto com as pessoas e consigo mesmo sempre

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