sexta-feira, 5 de junho de 2015

Como algo grave pode mudar os seus hábitos para sempre

Eis que um dia comecei a sentir uma dor estranha na lateral do corpo indo em direção às costas na altura da cintura.  Tomei um analgésico, pois achei que era muscular e melhorou. No outro dia após o almoço, eu estava trabalhando e a dorzinha chata voltou novamente, dessa vez mais forte. Eram 15h mais ou menos do dia 29/12/2014 e eu pedi para sair mais cedo e ir ao hospital porque a dor estava aumentando e eu precisava descobrir o que era. Fui ao pronto socorro do meu plano de saúde e fui atendida rapidamente mesmo passando pela triagem e ficando com a pulserinha verde, o que nos faz mofar nos PS da vida. Mas desta vez até que foi bem rápido. A médica perguntou há quanto tempo sentia essa dor, se tive infeccção urinária há pouco tempo, eu disse que sim, que há duas semanas tive um princípio de infecção ai fiz como sempre faço, meu automediquei tomando nimesulida. Eis que a doutora disse que precisaria de mais exames para saber mas que este poderia ser o problema. A automedicação não combase a causa da infecção, as bactérias, alivia o ardor ao urinar, mas pode tornar as bactérias resistentes. Fui medicada com algunas analgésicos intravenosos pois a dor estava se tornando insuportável, fiz vários exames, de urina, de sangue e ultrassom e fiquei mofando no PS quase 4 horas para esperar os resultados. Mas pelo menos depois dessa novela sairia de lá sabendo o que eu tinha. Bem, quando os exames ficaram prontos voltei à doutora e ela disse que no ultrassom não aparecia nada. Mas que o exame de urina acusava que minha infecção já teria chegado até o rim, provavelmente no direito por estar dolorido. Ai ela me deu uma dura dizendo que o excesso de automedicação provavelmente fez isso, para que abolir a nimesulida e não sair tomando a torto e a direito pois ela poderia tornar as bactérias resistentes e mascarar outros problemas mais graves. E ainda disse que meu caso ainda era tratável em casa, mas se estivesse um pouquinho pior teria que me internar para tomar medicamente intravenoso até melhorar de verdade. Pois é, depois de toda essa saga continuei o tratamento em casa e comecei a ter febre, perda de apetite, moleza e tal. Felizmente a dor no rim passou. Mas então o que eu aprendi com isso? A parar de me automedicar. Sei bem como é, nós adultos temos a péssima mania de achar que uma dorzinha não é nada muito grave. Aí corremos para os remédios de venda livre e alívio momentâneo para sanar o problema e continuarmos com nossa rotina corrida. Mas os problemas que isso acarreta não tem preço, então recomendo a todos que não se automediquem, não tornem suas bactérias mais resistentes do que já são. 

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